O poder da imagem

Novo filme de Alex Garland, diretor de sucessos como Ex-Machina (2015) e Aniquilação (2018), traz a guerra para dentro dos Estados Unidos.

A produtora A24, já firmada no mercado audiovisual há alguns anos, dessa vez trouxe para as telas sua maior produção em termos de investimento financeiro, custando 50 milhões de dólares, superando por muito Beau Tem Medo (2023) que custou 35 milhões de dólares, é claro a produtora busca um bom retorno de bilheteria e competir com os grandes blockbusters do ano. 

Numa reverência ao fotojornalismo, o filme Guerra Civil traz para o cinema uma distopia num futuro não tão distante onde os Estados Unidos estão dominados por grupos armados e quase nenhuma segurança nas ruas.

Numa viagem de carro pelo país, quatro jornalistas em diferentes fases da carreira vão rumo a Washington tentar entrevistar o atual presidente, sem saber ao certo se conseguirão chegar, ou se será possível entrar na cidade.

O filme coloca diversas questões da profissão em debate, como jornalistas que põem a vida em risco por conta de uma cobertura, ao mesmo tempo a importância de testemunhar e registrar tamanhas atrocidades que são cometidas em tempos de guerra.

Trazendo uma perspectiva apolítica, mesmo tudo sendo causado pela política, e um discurso anti-guerra em seu tema, Guerra Civil é um alerta do seu diretor aos Estados Unidos e o período de grande divergência política que está passando nos últimos anos.

 

Kirsten Dunst, Wagner Moura, e Cailee Spaeny, protagonistas de Guerra Civil. Foto: IMDb.

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Meu nome é Alisson Santos, natural de Porto Alegre (RS). Sou jornalista em busca de especialização em crítica de cinema. Neste blog, realizo coberturas de forma independente e compartilho conteúdo informativo sobre filmes, incluindo críticas, entrevistas, cobertura de eventos e outros destaques e informações sobre o universo cinematográfico.

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