Uma piada de mal gosto.

O novo filme do diretor Todd Phillips acabou se tornando a sequência que ninguém pediu. Sem rumo, e sem algo a dizer, Coringa: Delírio a dois é tedioso e sem carisma.

O diretor Todd Phillips fez o elogiado Coringa (2019), onde Joaquin Phoenix brilha vivendo o vilão, levando inclusive o Oscar de melhor ator em 2020. Na continuação deste ano, a parceria se repete, mas muito longe do sucesso estrondoso de cinco anos atrás.

Coringa: Delírio a dois segue os desdobramentos do primeiro filme, mostrando a rotina do protagonista na prisão, mas desta vez vemos o personagem Arthur Fleck fraco e cansado, sem nada da vitalidade e expressão que marcou sua história no primeiro filme.

As coisas mudam em uma atividade de canto em que ele se aproxima da Lee Quinzel, interpretada por Lady Gaga. Eis que então começa a surgir de novo o vilão Coringa dentro de Arthur.

O filme explora o tema sobre a personalidade do protagonista durante toda a duração. Se o Coringa pode ser fruto de problemas psicológicos de Arthur, ou se ele estava ciente de todas as suas ações durante os crimes que cometeu no primeiro filme. 

Reparou como é muito citado o primeiro filme? Pois é. Os poucos bons momentos de Coringa: Delírio a dois são referências dele. O que vemos nessa sequência não empolga e conta com pouquíssima história, o que o torna um filme esquecível.

O filme também conta ao longo de toda a duração com números musicais, mesmo sem ser dito em seu gênero ser um filme musical, o que pode frustrar ainda mais grande parte do público, já que vivemos um momento de cinema comercial, onde cada vez menos vemos filmes musicais, que não são mais tão atrativos para o público.

Além disso, mesmo tendo Lady Gaga, uma das maiores cantoras da atualidade, a parte musical não contém grandes momentos, os melhores de fato são com a participação dela, mas quando Joaquin Phoenix precisa desempenhar cantando sozinho, realmente fica muito abaixo.

Coringa: Delírio a dois é antagônico ao sucesso do primeiro filme, parece querer se desvencilhar de sua imagem com um pseudo-musical que não tem capacidade de conquistar novos fãs. 

Com investimento de 200 milhões de dólares para a produção, sem contar campanhas de publicidade, e 121 milhões de dólares de lucro nas bilheterias pelo mundo, nesses primeiros nove dias em cartaz, pode-se afirmar que terminou aqui a participação de Joaquin Phoenix vivendo o personagem, e de Todd Phillips dirigindo filmes do Coringa. 

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Meu nome é Alisson Santos, natural de Porto Alegre (RS). Sou jornalista em busca de especialização em crítica de cinema. Neste blog, realizo coberturas de forma independente e compartilho conteúdo informativo sobre filmes, incluindo críticas, entrevistas, cobertura de eventos e outros destaques e informações sobre o universo cinematográfico.

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