Projeto de estudantes da UniRitter é o primeiro filme produzido na faculdade a chegar no cinema

Em exibição especial lotada na terça-feira (29/10), na Cinemateca Paulo Amorim, o filme produzido por estudantes de produção audiovisual, da faculdade UniRitter, fez sua estreia no cinema.

Escrito e dirigido por Carlos Feldens, para a disciplina de “Narrativas e Produção Transmídia”, A Vida é Assim, segue a rotina de duas famílias e seus problemas do cotidiano, eles não sabem, mas suas histórias estão diretamente ligadas.

O filme foi feito num curto espaço de tempo, gravado e editado em um mês e meio, como comentou Feldens ao fazer uma apresentação antes do filme começar. O que não influenciou na qualidade da produção, que conta com boas tomadas aéreas de Porto Alegre, gravações internas e externas, durante o dia e a noite.

Na trama, Júlia (Winie Lacerda), é uma mulher vivendo um período de luto mesmo já estando em um novo relacionamento. E também enfrenta dificuldade de comunicação com sua jovem filha Priscila (Ana Spohr), que vai esconder da mãe um segredo delicado de lidar.

No outro lado, vemos o casal Leonardo (Kelvin Prudêncio), e Guilherme (Kauê Santos), que estão passando por uma fase complicada com seu filho adotivo, que tem 17 anos, e quer buscar novos rumos em sua vida quando atingir a maioridade civil.

O espectador pode lembrar de filmes como: P.S. Eu Te Amo (2007) e Simplesmente Amor (2003), como exemplo de histórias contadas de forma paralela, mas que vão se encaixando ao decorrer da exibição.

Apesar de parecer uma narrativa sem grandes acontecimentos, o filme começa a entrelaçar as histórias de uma forma sútil, com situações triviais do cotidiano brasileiro, que normalmente não vemos tanto no cinema nacional, especialmente aqui na região sul. Essa foi a carta para prender a atenção do público que permaneceu atento e inquieto com determinados diálogos que são até hoje tabus na nossa sociedade.

Tecnicamente, o filme explora muito uma trilha sonora de fundo em boa parte da produção, parecendo querer forçar uma dramaticidade a mais em cima do que está sendo dito em cena, o que para mim particularmente não funciona. Porém, um ponto alto é saber fazer um alívio cômico após uma situação tensa, o que claramente agradou o público.

Encaminhando-se do meio para o final do filme é possível notar também uma reviravolta que iria acontecer na história, o que me preocupou sobre o modo que o diretor iria destrinchar a situação e finalizar o filme. Mas as opções escolhidas são assertivas e o final fica bem encaixado.

Destaco em A Vida é Assim a atuação das atrizes Winie Lacerda e Ana Spohr, pois interpretam as personagens que levam mais carga dramática, e atuam muito bem desempenhando mãe e filha. 

O filme é uma boa experiência para vermos algo sobre nós mesmos na tela, se identificar com situações boas ou ruins, é importante para o cinema dialogar com a sociedade e levar para a grande tela situações que enfrentamos no dia a dia, e nos tirar da zona de conforto, ao ver a interpretação do que vivemos, mostrando que, de fato, a vida é assim.

Equipe do filme A Vida é Assim junto com a professora Camila Morales, fazendo a apresentação do longa. Foto: Alisson Santos.

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Meu nome é Alisson Santos. Sou natural de Porto Alegre (RS) e nasci em 1996. Jornalista buscando se especializar em críticas de cinema. Neste blog, realizo coberturas de forma independente e compartilho conteúdo informativo sobre filmes, incluindo críticas, entrevistas, cobertura de eventos e outros destaques e informações sobre cinema.

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