O terror pela perspectiva do serial killer, uma nova visão de um antigo gênero
Filme sensação do festival de Sundance, em Utah, nos Estados Unidos, Uma Natureza Violenta apresenta nova perspectiva a respeito do clássico gênero slasher consagrado pelos famosos assassinos do cinema Jason e Michael Myers.
O destaque começou a ocorrer devido aos comentários das pessoas que estavam indo assistir as poucas sessões acontecendo dentro do Sundance, e os relatos de abandono no meio da sessão devido a violência extrema. O que despertou a curiosidade do público e começou a viralizar o filme.
O diretor Chris Nash, fazendo seu filme de estreia, coloca uma abordagem diferente da habitual, cortando a apresentação de seu elenco e caminhando atrás de seu serial killer desde o início. Dispensando aquele início que talvez possa ser chato desenvolvendo os personagens que a gente “torce pra morrer”.
Segundo o próprio diretor, o filme é inspirado no clássico Sexta-Feira 13, onde os primeiros filmes eram de baixo orçamento mas entregavam bons sustos e um assassino implacável.
Uma Natureza Violenta começa construindo uma boa narrativa, já prendendo atenção logo nos primeiros minutos, mas conforme transcorre o tempo, começa a ficar uma impressão estranha sobre o caminho que o filme está tomando para o ato final.
A partir de um certo ponto o formato fica repetitivo e brinca com a paciência do espectador, vemos cenas vagas do matador do filme andando pela floresta que parecem ser intermináveis.
Em contraponto, o filme é um prato cheio para quem gosta de cenas gore em filmes slasher. O serial killer criado pelo diretor Chris Nash é sanguinário e proporciona cenas brutais quando vai agir no filme, com momentos de extrema violência que talvez ainda não tínhamos visto o próprio Jason fazer no cinema.
Uma Natureza Violenta não é um filme assustador, e não conta com muitos momentos de tensão. É estranhamente sereno e não tem medo de ser violento, um bom cartão de visitas do diretor Chris Nash.
Uma sequência do filme já está parcialmente confirmada para 2025.











Deixe um comentário