Uma sequência boa, mas longe de ser ótima
Gladiador II começa sua história 16 anos depois do ponto que terminou seu antecessor, Gladiador (2000), também dirigido por Ridley Scott, vencedor de Melhor Filme no Oscar de 2001.
A fórmula se repete: o foco central são os homens digladiando no Coliseu, um lugar onde não é crime matar; até pelo contrário, se ganha fama e liberdade à custa do sangue alheio.
Quando o General Marcus Acacius (Pedro Pascal) sitia Numídia, o lar adotivo de Lucius (Paul Mescal), um combate rápido ocorre. Roma é poderosa e temida, muito mais forte que qualquer outra cidade com suas diversas legiões de soldados. Lucius acaba capturado e escravizado, um enredo que já conhecemos. Ele prova ser um guerreiro formidável na arena dos gladiadores, buscando vingança contra Acacius, antes de enfrentar o que se pode chamar de seu destino.
Paul Mescal não chega a se aproximar da grandiosa performance de Russell Crowe, vencedor do Oscar de Melhor Ator em 2001. Lucius, é mal-humorado e pensativo, mas Mescal tem algo que funciona para o filme: ele projeta não vingança, mas uma nobreza rude e furiosa, o idealismo que fará de Lucius o potencial salvador de Roma, como foi o General Maximus.
No final das contas, o filme acaba imitando muito do enredo e desenvolvimento de personagens de Gladiador (2000), fazendo desajeitadamente sua narrativa parecer uma espécie de remake. Isso nos deixa com a sensação persistente de que é um enredo spinoff na batida do original.
O que também ajuda a história é o personagem de Denzel Washington, um mercador de escravos ambisioso, que, pouco a pouco, nos causa mais raiva. Gladiador II escapa em sua tentativa de justificar sua existência. É, no mínimo, nostálgico para fãs do primeiro filme, mas também altamente assistível. Apesar de suas falhas, é a marca de um diretor que passou a última década contente em produzir filmes que você não se arrepende de ver, mas provavelmente não será convencido a assistir novamente.











Deixe um comentário