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Babygirl (2024)

Uma análise do erotismo levando em conta o impacto psicológico

Romy (Nicole Kidman) é uma executiva bem sucedida, CEO de uma empresa de automação e tecnológica, sobrecarregada e insatisfeita com sua vida sexual. Ela rapidamente se envolve com o jovem e estranho estagiário Samuel (Harris Dickinson), que não liga para hierarquia e tem um comportamento incomum para um funcionário recém-chegado.

Nicole Kidman é uma atriz excepcionalmente comprometida, ela está sempre disposta a fazer qualquer coisa por seus personagens, ela é capaz de se transformar para se adequar a qualquer papel. Seu trabalho em Babygirl é excelente, mas na minha opinião, não figura entre as favoritas na temporada de premiações.

A diretora Halina Reijn, que recente ganhou bastante popularidade pelo seu filme Bodies Bodies Bodies (2022), traz aqui um trabalho muito mais maduro e controlado, voltado especificamente para o público adulto. Halina busca analisar o erotismo levando em conta o impacto psicológico nos personagens por conta de suas tomadas de decisão.

O roteiro de Babygirl se desenvolve em torno de desejo, poder e submissão, na relação entre Romy e Samuel, mas foge do clichê de thrillers eróticos onde há um julgamento moral em cima dos personagens, na maioria das vezes sobre a mulher.

A ideia de que as necessidades de alguém no sexo podem divergir de quem são, e como se comportam fora dele, não é nova. Mas Babygirl aborda isso com um conceito novo, seus amantes descobrindo o que eles gostam à medida que avançam.

O verdadeiro poder na narrativa de Babygirl vem da sua abordagem honesta ao sexo, ao poder, e descobrir o que faz você funcionar. Esta é uma exploração de verdades desconfortáveis sobre relacionamentos, os limites dentro deles e como eles podem mudar ao longo de sua vida. O resultado é uma visão ousada de amor e sexo sem vontade de se comprometer.

Não há lições aprendidas aqui, além de que homens e mulheres provavelmente deveriam tentar conversar mais uns com os outros sobre seus desejos na vida e na cama.

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Meu nome é Alisson Santos. Sou natural de Porto Alegre (RS) e nasci em 1996. Jornalista buscando se especializar em críticas de cinema. Neste blog, realizo coberturas de forma independente e compartilho conteúdo informativo sobre filmes, incluindo críticas, entrevistas, cobertura de eventos e outros destaques e informações sobre cinema.

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