Pamela Anderson brilha em um conto agridoce
The Last Showgirl acompanha Shelly (Pamela Anderson) enquanto ela lida (e, muitas vezes, não lida) com as consequências de uma vida inteira trilhando seu próprio caminho. A produção dirigida por Gia Coppola parece destinada e projetada para fazer o oposto do que sua personagem tem no filme: abrir uma série inteiramente nova de possibilidades para a atriz. The Last Showgirl é o papel de uma vida para Pamela, que captura sua incrível intensidade emocional e vulnerabilidade, podendo ser o início de uma nova carreira para ela, semelhante ao caminho de Demi Moore em A Substância.
Falando sobre o filme, trata-se de um retrato sonhador e melancólico de uma dançarina veterana de Las Vegas, que precisa lidar com o fim do espetáculo que trabalha há décadas e, provavelmente, o fim de sua carreira. Shelly parece enfrentar a situação de maneiras diferentes a cada momento, e o roteiro frequentemente mais se desvia do que avança, pouco favorecendo sua protagonista, que, por vezes, aparece dançando ou vagando por telhados e ruas, apenas olhando para o abismo.
The Last Showgirl em certos momentos me fez lembrar de The Wrestler (2008) de Darren Aronofsky. Trocando um lutador de vale-tudo por uma dançaria de cassino, a história é muito semelhante no geral. Ambos cativantes.
Um filme ser simpático, por vezes, pode não significa que ele é bom. The Last Showgirl começa a se desenvolver e as coisas não acontecem. Os coadjuvantes atuam bem e têm bons momentos, mas eles entram e saem do filme sem se conectar plenamente com a protagonista, especialmente a personagem de Jamie Lee Curtis.
Mesmo que The Last Showgirl pareça bom no geral, mais consistentemente atento à estética e à atmosfera do que à profundidade psicológica, há uma empatia comovente no retrato de Shelly e de mulheres como ela, cujo senso de identidade se desintegra à medida que são cruelmente desvalorizadas.











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