Gore em Guarapari

O novo filme do diretor Rodrigo Aragão, já consolidado na carreira de horror, desperta curiosidade por seu enredo, que envolve uma mãe, sua filha e um prédio abandonado.

Luna (Lorena Corrêa) é uma jovem que começa a ter pesadelos envolvendo sua mãe (Rejane Arruda), e sua intuição diz que ela pode estar em perigo. A mãe está passando o carnaval com o namorado na praia de Guarapari, Espírito Santo, hospedando-se em um prédio caindo aos pedaços. Após uma ligação estranha entre mãe e filha, Luna decide sair de Minas Gerais para procurá-la, levando consigo seu namorado—um rapaz um tanto quanto bobo (para não dizer muito).

As buscas do jovem casal os levam a um antigo edifício aparentemente vazio, mas que, desde o início, vemos que é habitado por almas atormentadas e por uma mulher muito estranha, interpretada por Gilda Nomacce.

O casal decide invadir o prédio após tentar chamar várias vezes na portaria sem obter resposta. A partir daí, uma série de acontecimentos bizarros ocorre cena após cena. O namorado de Luna, interpretado por Caio Richards, inicialmente parece ser aquele tipo de homem detestável, egocêntrico, do tipo que você quer que seja o primeiro a morrer em um filme de terror. No entanto, após algumas sequências de interação entre ele e Luna, o personagem acaba se tornando o alívio cômico do filme—um rapaz ingênuo no meio de mulheres tão determinadas.

O cinema de Rodrigo Aragão carrega influências do mestre do terror José Mojica. Seu objetivo, como ele mesmo afirma, é sempre renovar o gênero no Brasil. Em Prédio Vazio, além do tradicional horror repleto de sangue e cenas grotescas, ele entrega um roteiro com camadas, envolvendo a relação entre mãe e filha e a personagem de Gilda Nomacce. É preciso estar atento aos detalhes para compreender melhor a trama no desfecho.

O fechamento do filme realmente me surpreendeu, estava tudo desenhado para um final padrão e os diretor nos presentou com uma excelente reviravolta, tem um take a mais pra mostrar claramente pro público o que já estava entendido que eu achei desnecessário, iria terminar no time perfeito, mesmo assim valeu a pena.

O fechamento do filme realmente me surpreendeu. Estava tudo desenhado para um final padrão, mas o diretor nos presenteou com uma excelente reviravolta. Há um take adicional para mostrar ainda mais ao público o que já estava implícito para entender, e, embora eu tenha achado essa escolha desnecessária—pois o filme poderia ter terminado no timing perfeito—, entendo que a geração atual clama pelo final explicado. Ainda assim, Prédio Vazio tem mais acertos que erros e sem dúvida vale a pena assistir.

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Meu nome é Alisson Santos, natural de Porto Alegre (RS). Sou jornalista em busca de especialização em crítica de cinema. Neste blog, realizo coberturas de forma independente e compartilho conteúdo informativo sobre filmes, incluindo críticas, entrevistas, cobertura de eventos e outros destaques e informações sobre o universo cinematográfico.

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