Estreia de Zoë Kravitz na direção prende os espectadores, mas não se sustenta no roteiro
Com um bom elenco, tendo Channing Tatum, interpretando Slater King, um bilionário da tecnologia, branco, rico e influente, que começa o filme em uma entrevista confessional lamentando seu comportamento numa situação não informada. E Naomi Ackie como Frida, uma garçonete e alpinista social, que está com sua amiga num evento promovido por Slater, em certo ponto ambas trocam seus uniformes por vestidos de coquetel na esperança de bajular o homem do momento.
Quando Frida acaba chamando atenção, mesmo que sem querer, as garotas conseguem exatamente o que esperavam. Encantadas por sua bela aparência, status e confiança de Slater, quando ele as convida para sua ilha paradisíaca, elas aproveitam a chance de entrar nessas férias cheias de festas luxuosas à beira da piscina.
O problema é que Blink Twice tem um caminho que o espectador começa a ver logo para onde vai, e tem problemas quando abre o roteiro e precisa explicar a história. O aviso logo no início do filme já nos indica o que vamos ver, e a violência é de fato pesada no filme, porém sempre filmada com inteligência e destreza para lidar com a situação.
Primeira produção de Zoë Kravitz na direção é audaciosa, e tem uma fotografia muito bonita, de cores vibrantes e planos abertos, mas parece ser uma montagem de um apanhado de filmes que já foram feitos antes, o que enfraquece sua ideia como roteiro original e pode estragar a experiência do público.











Deixe um comentário