Quando a ambientação faz o terror
O segundo longa-metragem do diretor irlandês Damian McCarthy chega armado com uma narrativa concisa, um tom mais leve e um boneco assustador. McCarthy estabelece ainda mais seu estilo no gênero.
Apostando em um clima tenso, na construção do ambiente de terror em um único espaço, causa assim uma sensação de desconforto na audiência.
Esse é aquele tipo de filme perfeito para chegar completamente às cegas, então, por acreditar que poderia atrapalhar a experiência, neste caso, não falarei sobre o enredo e nem mesmo a sinopse.
Destaco aqui a participação da atriz irlandesa Caroline Menton, que em seu primeiro trabalho no cinema entrega uma performance muito segura como atriz coadjuvante, e é claro a atriz Carolyn Bracken que dispensa comentários e eleva o nível da produção.
O primeiro filme de McCarthy já rendeu bons comentários e vale a pena ser assistido, Caveat (2020), onde um homem solitário aceita emprego para cuidar de uma mulher com problemas psicológicos numa ilha remota, o diretor traz também como elemento narrativo neste, e em Oddity, objetos estranhos que despertam a curiosidade sobre o que podem representar. Também vi semelhanças com o bom A Dark Song (2016) e o recente e muito bem falado Longlegs (2024).
Para fãs do gênero, sem dúvida é um filme que vale a pena ser assistido, e um dos melhores em 2024 até agora. Oddity é assustador e mostra que às vezes não é necessário gastar milhões para fazer um bom filme de terror. Atmosférico e imprevisível.











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