Filme de abertura do festival de Cannes em 2023, chega discretamente aos cinemas brasileiros
A Favorita do Rei, ou Jeanne du Barry, no título original, traz para o cinema a história da cortesã francesa que foi contemporânea de grandes nomes da história mundial, como o rei Luís XVI e Maria Antonieta.
O filme, dirigido e protagonizado por Maïwenn, fez a abertura do festival de Cannes em 2023, marcando também a volta do ator Johnny Depp, interpretando o rei Luís XV após quatro anos sem atuar em virtude de polêmicas na vida pessoal envolvendo separação e processo criminal.
Embora atue totalmente em língua francesa, o que foi elogiado em Cannes, e tenha amplo tempo de tela, Johnny Depp deixa uma impressão estranhamente escassa. Sua interpretação não marca o espectador, oferecendo apenas uma atuação segura que reproduz a reputação do rei Luís XV.
Houve várias outras tentativas de trazer a história de du Barry para a tela, incluindo o filme mudo de Ernst Lubitsch, Passion (1919), e o dirigido por William Dieterle, Madame du Barry (1934). Mais recentemente, Maria Antonieta (2006) de Sofia Coppola, apresentou Asia Argento como a infame amante do rei, em um papel que Maïwenn afirma tê-la inspirado a um dia dirigir seu próprio projeto sobre a cortesã.
Filha ilegítima de uma mãe costureira e governanta, Jeanne foi criada em meio a aristocracia e enviada para um convento na adolescência. Por ler livros considerados impróprios pelas freiras, Jeanne é expulsa e volta para casa, enquanto passa de benfeitora aristocrática a benfeitora, e depois de amante a amante, em uma das escaladas sociais mais impressionantes registradas na história.
Maïwenn dirige o filme com uma autoridade imparcial e fria, lembrando Kubrick em Barry Lyndon (1975), claramente outra grande inspiração, até mesmo pela narração seca deste filme perante os principais eventos. Ela pinta um retrato breve, mas convincente, de uma jovem deixada com apenas duas opções: a Bíblia ou o quarto.











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