Lista inclui filmes do Brasil, Irã, Noruega, Austrália e Estados Unidos, além de produções do circuito comercial e independente
Para esta lista, usei como critério apenas filmes lançados em 2025. Por isso, não consta aqui, por exemplo, meu filme favorito de 2024, Oeste Outra Vez, que estreou oficialmente nos cinemas apenas em fevereiro deste ano, mas já circulava por festivais ao longo do ano passado.
Explicando melhor: a lista reúne exclusivamente os melhores filmes que assisti lançados em 2025, independentemente de serem grandes produções, vencedores de festivais ou sucessos de bilheteria. O critério é exclusivamente pessoal, os filmes que mais me encantaram no ano por diversos motivos e que recomendo muito cada um, pois todos são incríveis e pertencem a gêneros variados.
O Top 10 inclui filmes do Brasil, Irã, Noruega, Austrália e Estados Unidos, alguns ainda em cartaz nos cinemas e outros infelizmente não estão disponíveis em streaming. Veja também a lista no Letterboxd, onde é mais fácil conhecer melhor as produções e salvá-las caso ainda não tenha assistido.
10) A Hora do Mal

Dirigido por Zach Cregger, Estados Unidos, 129′. A Hora do Mal oferece uma narrativa de terror com múltiplas perspectivas que gira em torno de um mistério central: o desaparecimento repentino de 17 crianças em uma pequena cidade americana, todas elas tendo saído de suas camas exatamente às 2h17 da manhã. À medida que o luto, a suspeita e a paranoia se espalham pela comunidade, o filme acompanha uma série de personagens aparentemente desconexos, cujas histórias revelam gradualmente uma verdade sinistra e interligada. A cada capítulo, o terror se intensifica, culminando em um clímax alucinante do tipo que eu ainda não tinha visto no cinema.
9) Sob o domínio

Dirigido por Julio Napoli, Brasil, 90′. Após ajudar um padre que acredita estar possuído, uma psicóloga cética começa a vivenciar fenômenos estranhos. Conforme o filme avança ele fica cada vez mais atmosférico, sufocante, com sequências intensas de pesadelos, mortes e diálogos carregados de suspense, mantendo assim, o espectador conectado e tentando formular teorias sobre os próximos acontecimentos, aumentando a expectativa a cada cena e gerando uma ansiedade crescente pelo que virá.
8) O Último Azul

Dirigido por Gabriel Mascaro, Brasil, 87′. Em uma Brasil distópico onde o governo obriga idosos a se mudarem para colônias habitacionais isoladas, O Último Azul acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos que, antes de ser exilada compulsoriamente, embarca numa jornada pelos rios da Amazônia para realizar um último desejo que pode mudar seu destino para sempre.
7) Faça Ela Voltar

Dirigido por Danny e Michael Philippou, Austrália, 104′. Após a morte do pai, um irmão e uma irmã são enviados para morar com uma mãe adotiva, apenas para descobrir que ela esconde um segredo terrível.
Aqui vemos um terror que mergulha na dor do luto e na fragilidade da mente humana. Os diretores Philippou, que são irmãos, criam um ambiente claustrofóbico e rural, onde o verdadeiro monstro talvez não seja sobrenatural, mas a obsessão e a instabilidade emocional.
6) Bugonia

Dirigido por Yorgos Lanthimos, Estados Unidos, 118′. Dois jovens obcecados por teorias da conspiração sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena com a intenção de destruir o planeta Terra.
Bugonia vai fazer você rir, ficar inquieto e apreensivo em igual medida, mas o filme sempre parece controlar quais dessas emoções quer que você sinta em cada momento. Apesar de parecer implausível o mistério vai ser mantido até o fim.
5) O Agente Secreto

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, Brasil, 161′. Em 1977, no Brasil, Marcelo está fugindo de um passado misterioso, retornando ao Recife em busca de paz, mas percebe que a cidade está longe do refúgio que procura.
Como já é sabido por quem conhece o cinema de Kleber, seus filmes são uma bomba-relógio: começam com o público acompanhando os personagens sem saber exatamente o que está acontecendo, e a trama vai sendo entregue aos poucos até explodir em um momento de tensão.
4) Uma Batalha Após a Outra

Dirigido por Paul Thomas Anderson, Estados Unidos, 162′. Quando um temido coronel finalmente consegue uma pista de um ex-revolucionário após 16 anos, uma perseguição frenética irá iniciar.
O filme tem reviravoltas que alimentam o público, dando-nos aquela sensação agoniante de não ter ideia do que virá a seguir — que é, para mim, a melhor parte de assistir a um filme.
3) Fucktoys

Dirigido por Annapurna Sriram, Estados Unidos, 106′. No meu coração na verdade este é o melhor do ano, mas preciso também ver pelo lado crítico que existem dois filmes que foram muito superiores e está é um produção independente de baixo orçamento.
AP, nossa protagonista/diretora/roteirista ouve a sabedoria de uma vidente numa ilhazinha no meio de uma lagoa, descobrindo assim que foi amaldiçoada e que a única maneira de quebrar a maldição é pagar mil dólares por um ritual que termina com o sacrifício de um cordeirinho. Sem ter os mil dólares — muito menos um cordeirinho — AP agora tem uma missão. E ela não será negada.
2) Valor Sentimental

Dirigido por Joachim Trier, Noruega, 133′. As irmãs Nora e Agnes reencontram seu pai distante, Gustav, um renomado diretor de cinema que oferece a sua filha atriz de teatro Nora um papel naquele que ele espera ser seu filme de retorno triunfal após dez anos de hiato. Nora não tem uma boa relação com o pai, ambos vivem numa guerra fria, ela não está pronta para perdoar e, por isso, recusa o projeto, acreditando que nunca mais ouvirá falar dele. Em vez disso, descobre indiretamente que o filme seguirá em frente com uma grande estrela americana no papel principal. Para Nora, isso soa como uma traição tão grande quanto teria sido trair a própria mãe.
1) Foi Apenas um Acidente

Dirigido por Jafar Panahi, Irã, 103′. Sem dúvida, para mim, o melhor filme do ano. Vahid, um mecânico de automóveis azerbaijano, já foi preso e torturado pelas autoridades iranianas. Durante sua detenção, ele foi interrogado com os olhos vendados. Anos depois, um homem chamado Eqbal entra em sua oficina. Sua perna protética range, e Vahid pensa reconhecer um de seus antigos torturadores.
Um simples acidente ocorrido vai gerar uma série de acontecimentos que irão mexer com a vida e o passado de seis pessoas.











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